Floresta

Floresta Pedagógica

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O mundo contemporâneo está a testemunhar todos os dias as consequências de um crescimento desordenado, de uma humanidade caótica que perdeu – entre outros valores – o valor ancestral do cuidado com a terra e o respeito pelos processos tradicionais de agricultura. Processos estes que foram suplantados por novas tecnologias que visam a produção em escala e, consequentemente (ou inconsequentemente), atingir níveis elevados de produção, utilizam-se de métodos que recorrem à utilização indiscriminada de químicos que envenenam o solo, o ar, a água, e a vida de quem estiver perto dessas plantações. 

A água doce está a tornar-se mais escassa, no Alentejo em particular com a produção agrícola intensiva, os solos estão a perder vida, as doenças infecciosas aumentam, os meios de subsistência locais vão sendo degradados e, como consequência, o bem-estar físico e mental da população está a diminuir.

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O projeto procura dar uma resposta diferenciadora e inovadora aos desafios regionais e em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (2030). Assim, por um lado procura contribuir para garantir padrões de consumo e produção sustentável e, por outro, proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, propondo a criação de uma Floresta Pedagógica e Comunitária no concelho de Alvito. Pretende estabelecer-se como uma referência regional, nacional e internacional, através de um conjunto de iniciativas integradas com entidades de natureza jurídica distinta e com domínios de intervenção complementares. 

A agricultura intensiva, um pouco por todo o Baixo Alentejo e queremos acreditar, com poucos contributos positivos a médio longo prazo para as suas gentes, não será a forma mais sustentável de tratar e gerir os ecossistemas e as florestas. 

As florestas têm um papel muito importante na manutenção de meios de subsistência, no fornecimento de água, na segurança alimentar e regulação dos padrões globais de precipitação, no entanto, a cada ano, aproximadamente 12 milhões de hectares de floresta são destruídos. 

A partir de Alvito, recuperando modos de produção agrícola ancestrais e cruzando com novos métodos – nomeadamente com a metodologia de Agricultura Sintrópica, procurar-se-à garantir a transmissão, proteção e fortalecimento de conhecimento crucial para resolver  problemas globais, numa escala local,  assegurando assim a segurança alimentar e dos ecossistemas.

Ernst Götsch é um agricultor e pesquisador suíço com mais de 40 anos de experiência e realizações no campo da agricultura sustentável, e é o nosso inspirador e também consultor. Ao longo de sua vida, Götsch desenvolveu técnicas que reconciliam a produção agrícola com a regeneração da paisagem. O conjunto de princípios e técnicas por ele desenvolvidos tornaram-se mundialmente conhecidos e sua aplicação prática é evidente na sua fazenda na Bahia, com a recomposição de 410 hectares de terras degradadas, o ressurgimento de 14 nascentes e o reaparecimento de espécies de fauna nativa. 

A criação da Floresta permitirá: reduzir substancialmente a geração de resíduos, alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais; criar uma consciência coletiva de boas práticas; reduzir o desperdício de alimentos per capita a nível local; reduzir os desperdícios de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo os que ocorrem pós-colheita; reduzir a utilização de químicos e reduzir significativa/ a libertação destes para o ar, água e solo, minimizar os seus impactos negativos sobre a saúde humana e o meio ambiente.

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