2 Junho

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15:30-17:00

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Parque dos Encontros

Pinturas da Terra

A sua prática artística reflecte a preocupação em imaginar a Mariana Dias Coutinho (Lisboa, 1978), vive e trabalha em Santa Clara-a-Velha, Odemira. É co-fundadora do projecto CLARA-Center for Rural Future, membro do conselho da Associação Project Earth, e co- fundadora do ALÇAPÃO, um espaço para estúdios de artistas em Lisboa. De 2017-2019 foi coordenadora da oficina de cerâmica em Mart – espaço de projecto, aprendizagem e experimentação artística (Lisboa). Formada em Conservação e Restauro, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (2004), frequentou o Curso Performance Arte Portuguesa: performers e performances, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa (2017) e o MAUMAUS Independent Study Program (2018). Nos últimos anos, tem vindo a dedicar-se a iniciativas de activismo ecológico (SOS RIO MIRA – https://www.youtube.com/watch?v=Mmu7oKeFLZU) e comunitário (ALDEIAS À VISTA, Colectivo GIRA e MARIE ANTOINETTE), promovendo processos para a colaboração e construção colectiva (Projecto PERMEÁVEIS) ancorados aos territórios que habita (interior do concelho de Odemira e Lisboa). Em simultâneo, e porque acredita nas potencialidades do envolvimento a partir de uma política de localização, procurou entender e conhecer melhor as estruturas artísticas e de criação da região, tendo-se envolvido e tornado, em Maio de 2023, Presidente da Associação CACO (Associação de Artesãos do Concelho de Odemira), CRIAR (Centro em Rede de Inovação do Artesanato Regional), Sopa dos Artistas, Ateneu do Catorze e Comissão Consultiva do Projeto Cultural de Escola (Agrupamento de Escolas de Sabóia) onde é artista residente do Plano Nacional das Artes. subjectividade como parte da totalidade do Ser, considerando-a essencial para melhorar a nossa capacidade relacional com todos os tipos de matéria. As esculturas, instalações site specific e processos de colaboração que cria promovem o olhar atento e curioso, na procura do entendimento dos ecossistemas que habitamos, para criticamente desenvolvermos o nosso lugar de pertença, de modo a contribuirmos para a regeneração dos mesmos. Os projectos que desenvolve demonstram um especial interesse sobre os materiais e as relações que com e a partir deles conseguimos reflectir. Trabalhar com os recursos locais e as técnicas tradicionais existentes, têm sido nos últimos anos, a raiz da sua prática artística que cada vez mais demonstra um enfoco na chamada à participação e envolvimento das comunidades com que contacta.
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